Vasco e Seleção Brasileira: uma história antiga e parada no tempo
2018 completa 20 anos sem jogadores cedidos pelo Vasco a seleção brasileira para a disputa de um mundial.
A imagem de Bellini na Copa de 1958 eternizando o gesto de levantar a taça após o título é muito famosa, o que poucos lembram é que o mesmo era jogador do gigante da colina na época, e capitão da seleção brasileira na Suécia. Mas, a história da cessão de jogadores pelo Vasco a Seleção vem desde o primeiro mundial, em 1930 no Uruguai.
Em 1930 os representantes foram os zagueiros Brilhante e Itália, que eram titulares absolutos, assim como o meio-campista Fausto. Além dos três, o vascão ainda estava representado pelo atacante Russinho, que era reserva na oportunidade.
Na Copa da Itália, em 1934, o técnico Luiz Vinhaes convocou dois atletas do cruz-maltino; Leônidas da Silva (atacante) e Tinoco (meia). Leônidas, aliás, fez o único gol da seleção brasileira naquele mundial, foi na derrota para a Espanha (1-3) nas oitavas de final - em 1934 o mundial começou direto do mata-mata.
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| Barbosa lamenta o segundo gol do Uruguai em 1950 |
Após longos anos de espera em decorrência da guerra, os mundiais voltaram à partir de 1950, logo, no Brasil. Esse - coincidentemente - foi o mundial com mais representantes vascaínos vestindo a 'amarelinha', 8 no total. Foram eles: Barbosa (goleiro), Augusto (zagueiro), Ely (zagueiro), Danilo (meia), Ademir de Menezes (atacante), Alfredo (atacante), Chico (atacante) e Maneca (atacante). Essa edição foi uma mistura de emoções para o torcedor do gigante. Nos cinco primeiros jogos tivemos representantes do vascão marcando gols em todos. Na estreia contra o México Ademir marcou um dos gols da vitória canarinha por 4 a 0. Na segunda partida frente a boa seleção da Suíça, Alfredo marcou o primeiro gol do jogo no empate em 2 a 2. Contra a Suécia, um sonoro 7 a 1, onde todos os gols da seleção foram marcados por vascaínos: Ademir de Menezes (4), Chico (2) e Maneca (1). No penúltimo jogo, contra a Espanha, Ademir de Menezes (2) e Chico (2) deixaram suas marcas na vitória brasileira por 6 a 1. Mas nem tudo foram flores para os vascaínos. Na partida final, contra o Uruguai, o goleiro Barbosa foi crucificado após a derrota por 2 a 1, no jogo que ficou conhecido como o "maracanazo". Ademir Menezes foi o artilheiro do mundial com 9 gols.
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Vavá, um dos destaques brasileiros na Copa de 58
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Após cinco Copas do Mundo fornecendo no mínimo dois jogadores para a seleção, o Vasco acabou não tendo nenhum atleta convocado para a Copa do Chile em 1962. Em 1966 apenas o zagueiro reserva Brito, representou o gigante da colina. Em 1970, no México, e em 1974, na Alemanha, mais uma vez nenhum representante do Vasco.
A Copa de 1978, na Argentina, marcou o primeiro mundial de um dos maiores craques do nosso clube, o grande Riberto Dinamite. Também foram convocados o atacante Dirceu e o zagueiro Abel. Tanto Dinamite, quanto Dirceu, deixaram suas marcas. O então camisa '10' do Vasco, o lendário Roberto Dinamite, marcou 3 vezes. Dirceu deixou sua assinatura em duas oportunidades.
A tão lembrada seleção da Copa de 1982, na Espanha, também contou com representantes de São Januário. Roberto Dinamite foi chamado por Telê Santana para o seu segundo mundial, enquanto o lateral esquerdo Pedrinho estreava na competição mais importante do futebol. Nessa Copa não tivemos vascaínos marcando gols, nem tampouco no time titular. Mas a representação estava lá!
Na Copa de 86, nada de vascaínos, que voltaram a ser chamados - em peso - na Itália, em 1990. Bebeto (atacante), Bismark (meia), Acácio (goleiro), Mazinho (lateral) e Tita (meia), foram os cinco representantes da colina naquele mundial. Apesar do grande número de jogadores do Vasco, não tivemos nenhum no time titular.
Nas duas copas seguintes, 94 e 98, tivemos apenas um representante em cada uma. Na primeira, Ricardo Rocha era o pilar defensivo da zaga tetracampeã do Mundo nos Estados Unidos. Em 1998, na França, o goleiro Carlos Germano foi último jogador que atuara no Vasco a ser convocado pela seleção brasileira para a disputa de uma Copa do Mundo.
As copas seguintes teremos que considerar vários fatores, primeiro a questão da evolução do futebol. A Europa passou a comandar o futebol em campo e fora dele, já o fazia a alguns anos, porém com o decorrer dos tempos isso foi piorando. Mas não podemos ignorar o fato de que nas cinco copas seguintes tivemos representantes de clubes brasileiros e, saber que nenhum deles era vascaíno mostra o quanto estamos perdendo espaço no cenário nacional.
Em 20 mundiais (contando 2018), o Vasco enviou representantes em 11 deles. Foram 31 jogadores cedidos em toda a história brasileira nas copas, um número bastante considerável. Porém, em 2018 completam-se 20 anos desde a última vez que um jogador do Vasco representou o Brasil em um mundial, 5 edições - Coréia-Japão, Alemanha, África do Sul, Brasil e Rússia.
Que nas próximas copas o Gigante da colina retome do caminho de sua grandeza, e que tenhamos novamente representantes vestindo a amarelinha na competição mais importante e romântica do futebol mundial.
"O sentimento não pode parar!"




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